Movimento pelo Tejo alerta para poluição entre a barragem do Fratel e Barca da Amieira

O proTEJO alertou para um foco de poluição recorrente nos últimos dias no rio Tejo, entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira, suspeitando de descargas de efluentes a montante no concelho de Nisa. O movimento ambientalista já denunciou a situação à IGAMAOT e à APA, exigindo análises regulares da água e fiscalização para conter o surto de poluição.
Agência Lusa
Agência Lusa
22 jan. 2026, 11:41

O proTEJO - Movimento pelo Tejo alertou esta quinta-feira para o surgimento de um foco de poluição de forma regular nos últimos dias entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo.

Numa nota publicada na sua página na Internet, os ambientalistas dizem suspeitar que a poluição poderá ter origem em descargas de efluentes localizadas a montante da Barca da Amieira do Tejo, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre.

O movimento já denunciou esta ocorrência à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), a quem solicitou, assim como à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma intervenção de modo a conter este novo surto de poluição no rio Tejo.

O foco de poluição no rio Tejo, entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo surgiu, de forma regular, entre o sábado e segunda-feira.

Face a isto, os ambientalistas solicitaram ào IGAMAOT e à APA a realização de análises regulares da qualidade da água do rio Tejo a montante da Barca da Amieira do Tejo, incluindo a verificação da existência de fibras de celulose na água.

Pedem ainda o destacamento de equipas de fiscalização para o local, com o objetivo de deteção de descargas de efluentes urbanos e/ou industriais com parâmetros de qualidade que não cumprem os níveis permitidos nas respetivas licenças.

Por último, o ProTejo pede um agendamento de reunião da Comissão de Acompanhamento sobre Poluição do rio Tejo.

“Vamos estar vigilantes e requerer informação sobre a ação desenvolvida para resolver este novo surto de poluição do rio Tejo por parte do Ministério do Ambiente e da Energia, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente”.