Braga anuncia criação de central cultural para potenciar produção e consumo artístico

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou a intenção de criar uma “central cultural” que seja um espaço centralizado de produção e fruição de todas as artes, ao serviço da população, durante o atual mandato. 
Agência Lusa
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29 dez. 2025, 13:10

Rua pedonal de Braga com enfeites vários e transeuntes.
Fotografia: Presidente da Câmara de Braga quer apostar na dinamização cultural da cidade.

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou este domingo que vai criar uma “central cultural”, um espaço que a cidade “sinta como seu” e onde se possa produzir e consumir todos os tipos de artes.

Em declarações aos jornalistas, à margem da sessão de encerramento da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura (CPC), João Rodrigues disse esperar que aquela central seja uma realidade durante o atual mandato,

“No fundo, temos a cidade muito bem apetrechada de equipamentos um pouco espalhados pelas diversas freguesias do concelho, que são muitas, são 37, e queríamos criar, não numa lógica centralizadora, mas numa lógica de maximizar aquilo que podemos ter, essa central cultural. Queremos que seja central e que seja um sítio onde se produz, onde se consome, um sítio que está disponível para a população produzir, consumir, procurar a cultura”, apontou.

O autarca sublinhou que ainda não sabe onde é que o equipamento irá nascer, mas admitiu que já tem uma ideia: “Tenho, mas ainda não posso revelar. Não é por razão nenhuma especial, é por uma razão prática. Quando se faz um negócio, é melhor estarmos calados um bocado até ele estar feito e é isso que estou à procura de fazer”.

Braga passou este domingo o testemunho de CPC a Ponta Delgada, mas João Rodrigues referiu que este foi “um dia de fecho, mas não um dia de fim”.

“Tivemos um ano atípico, no bom sentido, foi um ano de muita produção, com muitos espetadores, com muitos espetáculos, e é muito importante garantir que, voltando à normalidade, não nos apequenamos, não deixamos de ter essa produção, não deixamos de ter essa atenção à cultura, não deixamos de ter essa atenção aos criadores, não deixamos de ter atenção ao público e, sobretudo, que há espaço e tempo para que se continue a produzir cultura e a consumir cultura em Braga”, referiu.

Segundo João Rodrigues, o executivo a que preside vai assegurar que o legado da CPC perdurará no tempo e que a cultura será sempre uma prioridade.

“Braga vai tratar a cultura como uma prioridade política, e não como mera decoração”, afirmou.

A aposta na criação de públicos, a proteção e valorização dos criadores locais e a manutenção e reforço das redes nacionais e internacionais são outros dos compromissos.

João Rodrigues quer que Braga se assuma como “exportadora” de cultura.

A empresa municipal de Cultura de Braga gere, atualmente, o Theatro Circo, o espaço gnration e a Braga Media Arts, que estará sediada no antigo Cineteatro São Geraldo.

Em 2026, a CPC será Ponta Delgada, estando a sessão de abertura marcada para 29 de janeiro, no Coliseu Micaelense.