NORTE2030 supera meta europeia de certificação em 2025 e atinge 122,2%, diz presidente da CCDR-N
O programa regional NORTE2030 alcançou, em 2025, um nível de certificação de 122,2% da meta europeia, indicou hoje o presidente da CCDR-N e candidato independente à reeleição.
António Cunha, que considerou aquele resultado como sinal da robustez da gestão regional, indicou que o programa NORTE2030 “está apenas no seu terceiro (e não quinto) ano de vigência”, reagindo a críticas sobre alegados atrasos na execução.
Em declarações escritas no contexto da corrida eleitoral interna, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), sublinhou que o NORTE2030 foi aprovado pela Comissão Europeia em dezembro de 2022, contudo, a regulamentação nacional essencial para operacionalizar os investimentos públicos apenas foi publicada em abril e maio de 2024,o que reduziu para cerca de ano e meio — em vez de três — o tempo efetivo para cumprir as metas de certificação europeias definidas para 2025.
Apesar desses constrangimentos, o NORTE2030 alcançou no final de 2025 um nível de certificação de 122,2% da meta definida pela Comissão Europeia ("a meta crítica para evitar a perda de fundos europeus") — o mais elevado entre os programas regionais, disse António Cunha, citando informação da Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C).
Na missiva, o ex-reitor da Universidade do Minho e presidente da CCDR-N desde 2020, reconheceu que as metas de certificação para 2026 serão exigentes, mas destacou que o NORTE2030 terminou 2025 com 49,2% de aprovações, criando condições para assegurar o ritmo de execução necessário em 2026.
Referiu ainda que o cumprimento das metas europeias foi superado em cerca de 101 milhões de euros, aos quais se somam mais 99 milhões já em carteira, criando assim uma reserva financeira de cerca de 200 milhões de euros para apoiar a execução nos próximos anos.
Para António Cunha, estes números contribuem para alimentar a confiança de “que será possível concretizar as metas anuais de certificação definidas pela Comissão Europeia”.
As eleições para a presidência da CCDR-N, que deverão decorrer nas próximas semanas, têm evidenciado o desempenho do NORTE2030 como tema central, num processo em que António Cunha procura renovar o mandato à frente da estrutura responsável pela gestão dos fundos regionais.
Nas eleições indiretas para a CCDR-N, na segunda-feira, António Cunha terá como adversário Álvaro Santos, ex vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, cuja candidatura à CCDR-N conta com o apoio do PSD.
Desde 2020 que cabe aos autarcas, através de colégios eleitorais regionais, eleger os cinco presidentes das CCDR, que eram até então nomeados pelo Governo.