Odemira recebe residência artística que junta músicos de 15 nacionalidades

Músicos de diferentes idades, nacionalidades e percursos artísticos reúnem-se em Odemira para uma residência artística multicultural dedicada à música tradicional de vários países. O espetáculo final do projeto é apresentado ao público no dia 30 de janeiro no cineteatro Camacho Costa.
Agência Lusa
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22 jan. 2026, 14:04

Um total de 15 músicos de diferentes idades, nacionalidades e percursos artísticos vão reunir-se, a partir de sexta-feira, no concelho de Odemira, distrito de Beja, para desenvolver um espetáculo multicultural, a apresentar a 30 de janeiro.

A segunda edição da residência artística “à Pergunta | Sons do mundo” é promovida pela AETHER – Associação Cultural, com o apoio da Câmara de Odemira, e pretende afirmar-se “como um espaço de encontro, criação e partilha cultural”.

Inspirada no projeto internacional “Ethno”, a iniciativa “centra-se na música tradicional de diferentes países e culturas, trabalhada a partir da tradição oral, sem recurso a partituras”, explicou a associação em comunicado enviado à agência Lusa.

A residência artística terá lugar em Vila Nova de Milfontes, onde os temas serão “partilhados, ensaiados e reinterpretados coletivamente pela orquestra, dando origem a novos arranjos que refletem a diversidade cultural e humana do grupo”.

“Mais do que um espaço de criação musical, esta residência assume-se como um lugar de tradições vivas, de estreitamento de laços e de partilha de experiências, onde valores como a entreajuda, a cooperação, o respeito e o cuidado estão no centro do processo artístico”, frisou a AETHER.

Segundo a associação cultural, “a participação de cada músico é entendida não apenas como execução, mas como contributo ativo para uma aprendizagem mútua e significativa”.

O resultado final da residência artística será apresentado ao público, a 30 de janeiro, a partir das 21:00, no cineteatro Camacho Costa, em Odemira.

Em palco, o espetáculo vai revelar-se “na sua plenitude: a diversidade de vozes e culturas, a alegria do fazer coletivo e a energia da criação partilhada, que se estende naturalmente ao público, transformando o concerto num momento de celebração”, concluiu a associação cultural.