Presidenciais 2026: projeções apontam vitória de António José Seguro

Foram divulgadas às 20h as projeções das televisões, que indicam que o segundo lugar deverá será disputado entre André Ventura e João Cotrim de Figueiredo.
Redação
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18 jan. 2026, 19:43

António José Seguro
Fotografia: Projeções das televisões apontam vitória de António José Seguro (Lusa /José Coelho)

As projeções divulgas pelas televisões apontam para a vitória de António José Seguro nestas eleições Presidenciais, que terá passagem garantida para a segunda volta. O segundo lugar será disputado entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo.

Segundo a sondagem ICS/ISCTE/GFK/Pitagórica à boca da urna para a SIC e para a TVI/CNN, o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, alcançou entre 30,8% e 35,2% dos votos nas eleições de hoje, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, com 19,9% a 24,1%, e o candidato apoiado pela IL, João Cotrim Figueiredo, também com hipótese de passar à segunda volta, com 16,3% a 20,1% dos votos.

Já a sondagem da RTP feita pela Universidade Católica indica que António José Seguro terá entre 30% e 35%, o presidente do Chega, André Ventura, entre 20% e 24% e Cotrim de Figueiredo, apoiado pela IL, entre 17% e 21%.

As assembleias de voto para as eleições presidenciais já encerraram em todo o país. O encerramento nos Açores ocorreu uma hora depois do fecho em Portugal Continental e na Madeira, devido à diferença horária.

Até às 16:00, a afluência às urnas situava-se nos 45,51%, 10,07 pontos percentuais acima da registada até à mesma hora nas anteriores presidenciais de 2021 (35,44%), segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Os candidatos apelaram à participação dos eleitores, num dia em que a CNE não registou incidentes nas assembleias de voto.

Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, a 8 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto, constavam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

À porta das assembleias de voto, um comunicado da Comissão Nacional de Eleições (CNE) informava que as três candidaturas rejeitadas não estão sujeitas a sufrágio e referia que “os votos em candidaturas rejeitadas são considerados nulos”.

Assim, os 11 candidatos apareciam no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupava a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.

Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surgia em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.

O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, estava na 11.ª linha, André Ventura, o líder do Chega, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posição.

Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.