Mercadorias com destino à Madeira retidas no porto de Leixões

Há bens essenciais e mercadorias que não estão a chegar à Madeira por terem ficado retidos no porto de Leixões, por acumulação de contentores. O Governo da Região Autónoma critica a decisão que considera “inaceitável” e pede intervenção do Governo.
 
Agência Lusa
Agência Lusa
23 dez. 2025, 15:08

Grua no Porto de Leixões
Fotografia: (Agência Lusa/Estela Silva)

O Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) pediu esta terça-feira a intervenção do Ministério das Infraestruturas e Habitação para resolver o abastecimento da região, classificando como “inaceitável” a acumulação de contentores no porto de Leixões devido a um novo sistema aduaneiro.

“É inaceitável o que se está a passar no porto de Leixões com a retenção da carga para a Madeira que põe em causa o abastecimento de bens essenciais e de mercadorias nesta altura do ano”, refere o secretário regional da Economia, o centrista José Manuel Rodrigues, numa carta enviada ao ministro Miguel Pinto Luz.

O governante madeirense entende que o Governo Central deve intervir rapidamente para desbloquear a situação, que considera ser “altamente lesiva da economia regional”, prejudicando “a vida das empresas e das famílias”.

José Manuel Rodrigues sublinha que em causa está o acumular de contentores no porto de Leixões devido às mudanças para um novo sistema informático, que obrigou o concessionário Yilport a fechar as portas à entrada de novos contentores por falta de espaço.

O secretário regional da Económica refere que o Terminal de Contentores de Leixões (TCL) emitiu um comunicado indicando que a “situação complexa” decorre da entrada em vigor do SiMTeM – Sistema Integrado dos Meios de Transporte e das Mercadorias e de “várias disfunções e dificuldades em processar as autorizações de saída por parte de todos os intervenientes no processo de desalfandegamento”.

No mesmo comunicado, o concessionário do TCL informa ter sido compelido a interromper a receção de contentores de exportação a partir de 23 de dezembro de 2025.

“Esta decisão põe em causa o normal abastecimento da Madeira, em especial nesta época natalícia”, afirma José Manuel Rodrigues, apelando aos “esforços de todas as partes”, nomeadamente serviços alfandegários e Governo da República, para que sejam encontradas soluções rapidamente.