CP transportou mais de 200 milhões de passageiros em 2025

No ano passado, foram registados mais de 200 milhões de passageiros a viajar com a CP, mais de metade em Lisboa. Ministro defende maior articulação de transportes públicos de qualidade e complementares.
 
Agência Lusa
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21 jan. 2026, 15:23

A CP alcançou um recorde superior a 200 milhões de passageiros transportados em 2025, mais de metade deles nas linhas metropolitanas de Lisboa, revelou esta quarta-feira o ministro das infraestruturas, na cerimónia que assinalou os 50 anos da TTSL – Transtejo Soflusa.

A bordo do novo ‘catmaran’ “Peneireiro-Cinzento”, 100% elétrico, Miguel Pinto Luz destacou que “a CP bateu o recorde de sempre de passageiros transportados, mais de 200 milhões de passageiros em 2025”, dos quais “só na linha de Sintra são 100 milhões, na linha de Cascais 36 milhões e (na) Fertagus, que está na operação da CP, são 27 milhões”.

O ministro destacou que a CP, o Metro e a Transtejo, que faz meio século, têm sido “contribuintes líquidos, ativos, pró-ativos na construção desse ideário coletivo de mobilidade na área metropolitana de Lisboa” (AML) e defendeu ainda que os diversos transportes metropolitanos têm de se sentar à mesa para uma ainda maior articulação de transportes públicos de qualidade e complementares, tendo em conta os investimentos previstos para os próximos anos nesta área metropolitana.

Entre esses investimentos estão a construção do túnel Algés-Trafaria com dimensão rodoferroviária e com a intermodalidade ao Metro Sul do Tejo, a expansão do Metro de Lisboa e as LIOS (linhas intermodais sustentáveis) ocidental (para ligar Oeiras a Alcântara) e oriental (entre Santa Apolónia e Sacavém), além do investimento na descarbonização e renovação das frotas para elétricas, exemplificou.

O ministro considerou que, com os investimentos previstos, nomeadamente no Arco Ribeirinho e no Parque Cidade Tejo, está-se a construir “uma área metropolitana mais enxuta, mais próxima, mais coesa”, deixando de haver uns municípios “que estão ao sol, outros que estão à sombra”.

Quanto ao novo aeroporto, “como sabem, estamos a cumprir os prazos e vai ser uma realidade, mas, concomitantemente, as novas travessias, a alta velocidade, a dimensão da A12, a conclusão da A13, a A33, todas essas dimensões são essenciais para cozer, para fazer a tecelagem” da mobilidade na AML, disse.

Pinto Luz destacou ainda que a AML foi um exemplo na construção do passe “Navegante”, que depois “foi contaminar a Área Metropolitana do Porto e o resto do país”, e considerou que os municípios “são absolutamente essenciais” para construir esta “visão metropolitana de transportes”.

“É um desafio enorme. (…) Nós estamos num ciclo de investimento que é o maior ciclo de investimento de público nos últimos 50 anos em infraestruturas, em material circulante, em toda a dimensão da construção de um Portugal maior”, afirmou.

Além do investimento com recursos do Orçamento de Estado e de meios europeus, o ministro defendeu ainda que as empresas têm de “gerar riqueza para fazer a manutenção condigna dos equipamentos”.

“A tragédia que aconteceu ontem e anteontem (na segunda e na terça-feira) em Espanha ensina-nos muito para o futuro e deve-nos alertar. E eu quero tranquilizar os portugueses. Hoje nas Infraestruturas de Portugal, na CP, na Transtejo, essa preocupação é permanente, é central na nossa ação e dessa não abdicaremos. (…) Nós não abdicamos da segurança em prol da propaganda, ou da proclamação, ou de termos mais inaugurações ou menos inaugurações para fazer”, destacou.