Coliseu do Porto vai ter nova sala de espetáculos

Chama-se Coliseu Box e nasce dentro do próprio Coliseu do Porto. A nova sala de espetáculos é um aproveitamento da principal, e tem um ecrã de 25 metros, possibilitando o cenário em 360 graus.
 
Agência Lusa
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20 jan. 2026, 20:13

A Coliseu Box, nova sala de espetáculos de média dimensão do Porto, criada no Coliseu do Porto, foi apresentada esta terça-feira como espaço para atrair novos públicos e espetáculos, tendo uma capacidade para 400 pessoas sentadas ou 750 em pé.

A nova sala, que resulta de um aproveitamento da sala principal do Coliseu do Porto através da colocação de uma cortina de 12 metros de altura e uma tela de projeção de 25 metros de comprimento, vai permitir a “transmutação do público para o palco ao possibilitar que o espetáculo utilize o cenário em 360 graus”, lê-se no comunicado de imprensa.

A nova sala vai ser estreada na segunda-feira com um concerto da cantora sul-africana Alice Phoebe Lou, revelou o presidente do Coliseu do Porto.

Citado pelo comunicado, Miguel Guedes destacou que o novo espaço “é um coliseu dentro do coliseu, que cresce no interior da sua grandeza” e falou de uma “história que não foi tocada, mas respeitada”, sublinhando que a abóbada, uma das imagens de marca do edifício da década de 1940, “continua visível”.

O vereador da Cultura da Câmara do Porto, Jorge Sobrado, expressou o desejo de que a nova sala responda às ansiedades de novos espetáculos na cidade e anunciou que, nos próximos anos, a Coliseu Box “será a casa de apresentação de jovens talentos”, numa iniciativa da autarquia e da Ágora, empresa municipal do Porto ligada à Cultura e ao Desporto.

Em declarações aos jornalistas, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, afirmou que a nova sala “permite posicionar o Porto no contexto regional, nacional e também internacional, porque ganhou uma valência que não tinha”, sublinhando a importância daquele espaço “manter a história, a tradição, a identidade do Coliseu, que é uma das salas mais emblemáticas da cultura nacional”.

A obra foi cofinanciada pelo Programa Regional Norte 2030 e teve em conta a preservação da traça original do edifício, classificado como Monumento de Interesse Público, projetado por Cassiano Branco e inaugurado em 1941.

O novo espaço vai possibilitar espetáculos de música, mas também de teatro, circo e de pensamento, sublinhou Miguel Guedes.