Nova rutura no Mondego agrava situação em Montemor-o-Velho
Marcelo Gustavo, presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão, em Montemor-o-Velho, explica que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.
Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.
O presidente da Câmara de Soure disse que o rebentamento do canal de rega entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e a Granja do Ulmeiro (Soure) não está a afetar a população, estando a água a drenar para os campos.
“Rebentou no sítio menos danoso”, disse Rui Fernandes à agência Lusa, frisando que o canal rebentou “para o lado direito” do rio Mondego e a água “está a drenar para o campo”.
Segundo o autarca, “não há” pessoas afetadas. “Ainda por cima, é antes da Granja do Ulmeiro e para o lado direito. Desse ponto de vista, até para a própria Granja do Ulmeiro, é mais favorável”, acrescentou.
Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego. Esta quarta-feira, o rebentamento de um dique no rio Mondego levou ao desabamento de um troço da A1, em Coimbra.
Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho “está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho”.
Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão “efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo” em relação ao Mondego.
Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.