Depois do fogo, Passadiços do Paiva procuram um caminho mais resiliente
Inaugurados em 2015, os Passadiços do Paiva, em plena área protegida da UNESCO, no concelho de Arouca são hoje uma das principais fontes de receita para a autarquia e impulsionadores da economia local.
Numa década de vida, já receberam perto de dois milhões de visitantes e foram distinguidos oito vezes com o galardão de “Melhor Atração de Turismo de Aventura” pelos World Travel Awards, os óscares do turismo.
São quase 9 quilómetros de um trajeto privilegiado, abraçado pela natureza, mas que tem sido posto à prova nos últimos anos. Com a passagem do fogo no concelho de Arouca, as chamas transformaram os passadiços num rasto de destruição e desalento: no espaço de 10 meses, a estrutura ardeu duas vezes, em setembro de 2024 e novamente em julho deste ano.
Num terreno acidentado e de difícil acesso, arranjar formas de aumentar a resiliência deste ex-libris é fundamental, e por isso, a autarquia estuda já um sistema de auto-proteção que evite que as cinzas se tornem um cenário comum.