Depois do fogo, Passadiços do Paiva procuram um caminho mais resiliente

Os Passadiços do Paiva, no concelho de Arouca, tentam reerguer-se de dois incêndios, no espaço de 10 meses, que destruíram parte significativa da sua estrutura. O Conta Lá foi perceber que trabalhos de recuperação estão a ser feitos e como se pode evitar que as chamas tentem novamente derrubar a resiliência deste território.
Pedro Marcos Editor de imagem
Ana Rita Cristovão
Ana Rita Cristovão Jornalista
João Lacerda
23 dez. 2025, 20:00

Inaugurados em 2015, os Passadiços do Paiva, em plena área protegida da UNESCO, no concelho de Arouca são hoje uma das principais fontes de receita para a autarquia e impulsionadores da economia local. 

Numa década de vida, já receberam perto de dois milhões de visitantes e foram distinguidos oito vezes com o galardão de “Melhor Atração de Turismo de Aventura” pelos World Travel Awards, os óscares do turismo. 

São quase 9 quilómetros de um trajeto privilegiado, abraçado pela natureza, mas que tem sido posto à prova nos últimos anos. Com a passagem do fogo no concelho de Arouca, as chamas transformaram os passadiços num rasto de destruição e desalento: no espaço de 10 meses, a estrutura ardeu duas vezes, em setembro de 2024 e novamente em julho deste ano. 

Num terreno acidentado e de difícil acesso, arranjar formas de aumentar a resiliência deste ex-libris é fundamental, e por isso, a autarquia estuda já um sistema de auto-proteção que evite que as cinzas se tornem um cenário comum.